Quinta, 19 de novembro de 2020 às 12:18

Agradecimento: Terceiro candidato a vereador mais votado de Capitão, Julinho do Rogério, não se elegeu


O candidato a vereador Júlio Larios Rosseto, o Julinho do Rogério, fez 396 votos no pleito eleitoral de 2020, e foi o terceiro candidato com maior número de votos no município, e mesmo com os 396 votos ele não se elegeu.

Isso acontece porque uma série de reformas alterou as regras para a disputa eleitoral neste ano. Entre as principais, a cláusula de desempenho e o fim das coligações partidárias mudaram a forma como os votos são contados. 

Para que um vereador seja eleito, são aplicados o quociente eleitoral e o quociente partidário. O quociente eleitoral é definido pela soma do número de votos válidos, excluindo brancos e nulos, divido pelo número de cadeiras em disputa. Por exemplo, Capitão Leônidas Marques registrou 9.346 votos válidos neste domingo (15), o quociente eleitoral foi perto de 1.039 votos.

Tendo esse número em mãos, é hora de encontrar o quociente partidário. Ele é obtido pelo número total de votos válidos que o partido recebeu dividido pelo quociente eleitoral. Nessa conta são somados os votos que todos os vereadores do partido receberam. Em um cenário hipotético, se o "Partido Fulano" recebeu 1 mil votos, dividido pelo quociente eleitoral de 1.039, ele terá direito a uma cadeira na Câmara dos Vereadores. Essa vaga será preenchida pelo vereador que mais recebeu votos naquele partido.

*Cláusula de desempenho e vagas sobrando
Uma das mudanças nas eleições deste ano será a aplicação da cláusula de desempenho. Para que um vereador seja eleito, não basta ele ser o mais votado do partido, ele deve atingir, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Ou seja, em Capitão para ser eleito o candidato deveria receber, no mínimo, 104 votos.
Caso alguma vaga fique sobrando, o número de votos válidos do partido será dividido pelo número de lugares obtidos. O partido que obtiver o maior resultado, assume a cadeira restante.

*Fim das coligações
A disputa pela Câmara Municipal não contou mais com as coligações partidárias. Essa prática fica restrita aos cargos majoritários, como de prefeito. As coligações eram uniões feitas entre os partidos, de modo a angariar mais votos. Com essa regra, o eleitor poderia eleger, involuntariamente, um candidato de outro partido que se beneficiaria pelos votos recebidos pela coligação.

Com essa mudança, os partidos devem formar chapas competitivas, a fim de atrair mais votos e eleger seus candidatos com base nos méritos da própria legenda.

No caso do candidato ‘Julinho do Rogério’, ele não se elegeu porque o partido PT fez apenas 637 votos e não alcançou o quociente eleitoral necessário para conquistar uma cadeira no legislativo.

Mesmo não se elegendo, Julinho fez a terceira melhor votação do município e em entrevista a Rádio Interativa FM, ele agradeceu a todos que confiaram na sua campanha.
 

Fonte: Da Redação

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