Segundo o jornal espanhol El Mundo, a alta velocidade já era uma suspeita da Guarda Civil, que também investiga um possível mau estado de conservação da pista. Peritos analisaram todas as evidências encontradas no km 63,3 da rodovia A-52, que liga Pontevedra a Benavente, na Espanha. A velocidade máxima permitida na via é de 120 quilômetros por hora. As marcas no asfalto teriam sido decisivas para as conclusões preliminares. O pneu da Lamborghini que os jogadores estavam estourou durante uma ultrapassagem, saiu da pista e pegou fogo logo em seguida. A investigação ainda está em andamento. Jota e o irmão trafegavam em uma rodovia federal em Zamora, no noroeste da Espanha, na madrugada da última quinta-feira, 3.
A polícia da Espanha concluiu nesta terça-feira (8) que o atacante Diogo Jota, do Liverpool
e da seleção de Portugal, era quem dirigia o veículo no momento do acidente que resultou em sua morte e na de seu irmão mais novo, André Silva, de 25 anos. De acordo com a Guarda Civil, todos os exames realizados até o momento apontam que Jota estava ao volante do Lamborghini Huracán envolvido no acidente. A corporação também indicou que as marcas deixadas por uma das rodas do carro são compatíveis com uma condução acima do limite permitido na via, que era de 120 km/h.
“Todos os exames realizados até o momento indicam que o motorista do veículo era Diogo Jota”, afirmou a polícia em comunicado.
O acidente, que causou comoção no futebol europeu, ocorreu menos de duas semanas após o casamento de Jota com Rute Cardoso, com quem tinha três filhos. Horas antes da tragédia, o jogador havia publicado um vídeo do evento nas redes sociais.

Possíveis causas combinadas
A investigação, ainda em andamento, também apura a hipótese de que um pneu do carro tenha estourado durante uma ultrapassagem, o que pode ter contribuído para a perda de controle do veículo.
A qualidade da pavimentação da rodovia também está sendo considerada como um fator adicional. Após sair da pista, o carro pegou fogo e os irmãos morreram carbonizados, de acordo com o relatório preliminar.
O forense responsável segue analisando elementos do caso, mas até o momento o cenário mais provável, segundo as autoridades, é que o excesso de velocidade tenha sido o fator determinante para a tragédia.
Fonte: Redação Terra





















