Clubes brasileiros veem salto orçamentário, enquanto europeus mantêm padrão
A participação de clubes brasileiros no Mundial rendeu mais do que vitórias em campo. O impacto financeiro foi significativo para as equipes do país.
Por outro lado, os milhões arrecadados pelos clubes europeus representam uma fatia pequena diante do faturamento anual dos que disputam a Champions League.
Somadas, as premiações recebidas por Fluminense, Palmeiras, Flamengo e Botafogo chegaram a R$ 846 milhões.
O Fluminense foi o time que mais arrecadou, levando um total de R$ 332 milhões por chegar até a semifinal. O Palmeiras, eliminado nas quartas, ficou com R$ 218 milhões. Flamengo e Botafogo, que caíram nas oitavas, embolsaram R$ 152 milhões e R$ 146 milhões.
O valor tem peso nas finanças brasileiras, mas representa pouco no orçamento dos europeus. Se vencesse o campeonato, o PSG teria prêmio equivalente a apenas 14% de sua receita.
O Chelsea, grande campeão do torneio, teve prêmio equivalente a R$ 696 milhões, valor que representa aproximadamente 20% da receita do clube.

Administração da verba deve ser estratégica
“É uma receita extraordinária que nenhum clube brasileiro teve, em momento algum, nem em termos absolutos, ou relativos a sua arrecadação”, afirma Thiago Freitas, da Roc Nation Sports.
Ele ressalta que o valor pode gerar o maior superávit anual da história do futebol brasileiro, ajudar no pagamento de dívidas e viabilizar contratações.
Thales Mafia, da Multimarcas Consórcios, destaca o potencial estratégico da verba. “Pode ser uma oportunidade singular para cuidar da saúde financeira dos clubes”, diz.
Ele defende o uso do valor em ações de saneamento de dívidas e em iniciativas com capacidade de gerar receita futura.
Visibilidade também é prêmio
Além do dinheiro, a visibilidade internacional também é vista como relevante por patrocinadores e dirigentes.
“O resultado esportivo alcançado pode impulsionar as marcas destes clubes a um novo patamar, se bem trabalhadas”, afirma Mafia.
Segundo ele, os investimentos em imagem e infraestrutura fortalecem a atratividade dos clubes e de seus parceiros comerciais.
Para Alexandre Vasconcellos, da Flashscore, as premiações ajudam a equilibrar o caixa antes da janela de transferências na Europa.
“Para as equipes brasileiras, é uma entrada de recursos muito relevante, que muda o perfil do ano de qualquer clube”, diz ele.
Ele lembra ainda que os impostos sobre o valor arrecadado podem superar 30% do total recebido pelos clubes brasileiros.
Fonte CNN





















