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Guerrinha, voz marcante do rádio esportivo gaúcho, morre aos 70 anos

O jornalismo esportivo gaúcho perdeu um de seus nomes mais conhecidos. Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos. Comentarista da Rádio Gaúcha, ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, por causa de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Grêmio e Internacional, os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul, publicaram notas de pesar.

O Grêmio disse lamentar profundamente a morte e destacou que Guerrinha se tornou uma das vozes mais marcantes da história do rádio gaúcho. “O futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo. Guerrinha foi um deles”, afirmou o clube, que lembrou que o jornalista era respeitado por todas as torcidas.

O Inter, time do coração do comentarista, destacou o estilo irreverente e popular de Guerrinha e a trajetória de mais de cinco décadas na imprensa gaúcha. O clube lembrou que ele deu voz à crônica “Não me acordem”, escrita por Luis Fernando Verissimo para celebrar o título mundial de 2006, e que participou do espetáculo “Os Protagonistas”, na reinauguração do Beira-Rio.

Trajetória

Guerrinha era filho da funcionária pública Ieda e do radialista Adroaldo Guerra, o Vovô Guerra, que apresentava um programa infantil na Rádio Gaúcha.

Ele começou a carreira cobrindo corridas de cavalo, com passagens pelo extinto Jornal Hoje, da RBS, pela Folha da Manhã e pelo Correio do Povo. Em 1983, voltou ao Grupo RBS para escrever sobre o tema no jornal Zero Hora. Dez anos depois, passou a cobrir futebol, com foco no Internacional.

Em 1999, estreou nos microfones da Rádio Gaúcha e, no ano seguinte, ganhou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Em 2004, foi chamado para cobrir as férias de Kenny Braga no Sala de Redação, o programa esportivo mais tradicional do estado, e não saiu mais da bancada. Com frases de efeito e bom humor, conquistou colorados e gremistas e ampliou a popularidade nas redes sociais.

Em nota, o Grupo RBS lamentou a perda e afirmou que o comunicador era uma referência dentro e fora da empresa.

Guerrinha deixou a esposa, as filhas Michelle e Karine e três netos, João Vitor, Manoela e Eduarda.

Ilsinéia Machado / Catve

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