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Doenças da Família Moderna – 5ª parte

Olá queridos leitores. Esta semana seguimos dando continuidade ao tema “Doenças da Família Moderna” trazendo um complemento ao assunto da semana passada “hedonismo entreguista”. Peço que leia com atenção.
Boa leitura!
INVISTA UM POUCO MAIS DE AMOR, DE ESPERANÇA, DE FÉ
Não desista da sua casa, não desista dos seus filhos, não desista do seu marido, não desista da sua esposa! Porque desistir é rasgar vida, é arrebentá-la em pedaços. Você pode até achar que resolve, mas o vazio fica porque as suas vidas já estão entrelaçadas. Então não deixe que as coisas simplesmente aconteçam! Lute com amor, com fé, esperança, paciência e perseverança. É assim que se enfrentam as batalhas. E as batalhas são enormes e estão acontecendo com uma frequência cada vez maior. São pais e filhos em constante conflitos e maridos e esposas desestimulados, agredindo-se. O reflexo de toda esta desavença e destemperança está escancarado nas manchetes de jornais: pais matando filhos, filhos matando pais, cônjuges sendo assassinados. Vidas perdidas por falta de amor, falta de determinação e principalmente falta de fé em Deus que pode mudar e transformar todas as coisas. Sua família está fragmentada? Seja a cola que provoca a união. Sua família está se distanciando cada vez mais? Seja a ponte que promove a religação.
Deus não quer que a sua casa seja só um dormitório, mas um lugar de comunhão e bênção. Para isso é preciso gastar um tempo para ouvir, paга асаlentar, para sonhar coisas novas. Se a porta de um quarto está trancada, bata nela. Sente-se na beira da cama, fale, quebre as barreiras para que ninguém morra de desnutrição afetiva. A comunhão na família exige disposição. É preciso crer que Deus é poderoso para fazer o que humanamente é impossível e não permitir que o entreguismo faça com que percamos a esperança e a paciência.

Quando em uma família as pessoas se deixam levar pelo hedonismo entreguista e, pior ainda, associando-o ao egoísmo isolacionista, o fracasso é iminente. Há uma frase de efeito muito interessante ensinada por grupos que promovem auto-ajuda: “O fracasso jamais me alcançará se a minha decisão de vencer for suficientemente forte”. Esta é uma boa máxima, mas infelizmente não basta apenas estarmos bem intencionados. Precisamos nos sentir amados, acolhidos para que possamos prevalecer mesmo em tempos de crise, tempos de provações, sejam elas de ordem emocional, física ou financeira.
FAMÍLIA PERFEITA? ONDE?
Certa vez eu estava lendo a Bíblia para preparar uma mensagem. Eu queria uma família perfeita nas Escrituras, mas não encontrava. De repente eu entendi. Foi como se Deus falasse: “Você acha que vai encontrar? Não existe na Palavra nenhuma família perfeita. Você encontrará os defeitos de todas as famílias; os grandes homens de Deus tiveram problemas em suas famílias”.
Todas as casas têm problemas. O que Deus nos ensina é que não podemos nos conformar com isso. Ele nos chama para que sejamos construtores de pontes entre as pessoas.
Algumas pontes já foram construídas, mas precisam de manutenção. Não sei qual reparo elas necessitam, mas ele quer que a sua casa seja uma bênção, que a sua família seja uma bênção, e que a graça de Deus não habite apenas em seu coração, mas habite em sua casa. Quais as pontes você precisa arrumar? Peça para Deus ajudá-lo nisso. Você tem um professor que o ama, que é Jesus. Ele sabe construir pontes como ninguém, porque ele reconstruiu o nosso relacionamento com o Pai.
Famílias que sofrem de hedonismo entreguista precisam urgentemente serem curadas deste mal. A felicidade verdadeira só existe em Cristo Jesus e esta não é apenas uma boa frase, é a verdade. Quando nos conformamos à vontade de Cristo e conformar é ajustar-se, corresponder, harmonizar, conciliar, ser conforme, acomodar-se, resignar-se, estamos aceitando o seu senhorio e o que ele deseja para nós.
Não há felicidade em tempo integral. O próprio Mestre disse: “No mundo tereis aflições”. Felizmente, Jesus não nos deixou apenas com as aflições, ele deu-nos uma esperança: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo e vocês também vencerão”. O mundo e suas armadilhas tentam nos enredar de tal maneira, que empreendemos uma viagem em busca da felicidade, quando a verdadeira felicidade é estarmos satisfeitos com o que temos. A própria mídia estimula este sentimento de insatisfação em nós. Compramos um carro ou um eletrodoméstico e estamos muitos felizes com nossa aquisição. Mas pouco tempo depois a mídia começa a divulgar milhares de vantagens de um novo modelo, de um novo concorrente. Nossa decantada felicidade e satisfação vai para o ralo e nos entregamos a uma nova busca.
O prazer não deve ser o alvo de nossa existência. É certo que Deus nos quer felizes e realizados, mas o conceito de felicidade e realização não é o mesmo para todos. Em nossa família podemos observar que, em alguns momentos, felicidade para o filho pode ser passar na faculdade, para a filha o casamento, para a esposa a redecoração da casa e para o esposo sair para pescar com os amigos. Essas coisas são boas, mas não devem ser sinônimos de felicidade. Devem ser objetivos, que uma vez alcançados e superados motivem novos objetivos.
Fuja do hedonismo entreguista! Busque as coisas que são duradouras e confie que Deus está cuidando de sua família.
Deus te abençoe!
Pr. Harley Carvalho

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